top of page

A beleza que não avisa

  • Foto do escritor: PRESERVATUS
    PRESERVATUS
  • 21 de jul.
  • 1 min de leitura

Um detalhe curioso do trabalho com plantas preservadas: de perto, cada folha tem uma imperfeição sutil — uma curva levemente assimétrica, uma variação de tom que a técnica de preservação não apaga porque não deveria apagar. É o que separa uma peça viva de uma cópia perfeita demais.

A beleza real quase nunca é simétrica. Ela aparece nas variações que uma reprodução em série jamais teria coragem de manter.

Por isso cada peça que sai daqui carrega pequenas imperfeições — de propósito.

Mauricio Lobo Lopes (Lobão), idealizador da Filosofia Lobão de Biofilia

Posts recentes

Ver tudo
O tempo que sobra

Quem já cuidou de um jardim vivo sabe: regar não é o problema. O problema é o peso de saber que, se você esquecer, algo morre. Plantas preservadas tiram essa conta da cabeça — e o que se ganha não é s

 
 
 
O silêncio tem textura

Musgo preservado absorve som. É um efeito conhecido em acústica — superfícies irregulares e porosas quebram a reverberação de um ambiente. Salas com parede verde ficam, na prática, mais silenciosas. M

 
 
 

Comentários


bottom of page